Perfil do Investidor: Investidor Online
Categorias: Investidor Online
Palavras-chave: entrevista, Investidor Online, Planejamento Financeiro, relato pessoal
Perfil do investidor é um série de artigos no formato de entrevistas com alguns dos principais blogueiros que abordam o assunto investimentos e principalmente ações. A intenção disso é mostrar a vocês leitores um pouco mais sobre o perfil dos investidores que escrevem os textos lidos por vocês e que de uma maneira direta ou indiretamente sempre acaba influenciando suas decisões através do aprendizado fornecido.
E para começar essa série o primeiro blogueiro é o próprio que vos fala. O formato entrevista não seria interessante já que eu seria o próprio entrevistado e entrevistador, então nesse primeiro artigo usarei um formato com um breve relato de minha experiência como investidor.
Quem é o Investidor Online
Meu nome é Gilson Doi Junior, tenho 20 anos e sou estudante universitário do curso de Ciência da computação. Sempre fui um bom poupador e por isso conseguia manter minhas finanças sobre controle, no entanto sem fazer nenhum tipo de controle de orçamento. Cultivava o costume de investir na poupança desde criança, mas sempre poupando para atingir objetivos de curto e médio prazo, sem planejar algo a um longo prazo por achar que ainda era cedo para isso e que para buscar investir em algo mais rentável para o futuro necessitasse de um capital inicial alto.
Comecei a mudar minha opinião a partir dos 18 anos quando um amigo começou a conversar sobre os investimentos que ele estava fazendo em fundos de ações e o bom retorno que ele estava conseguindo e isso sem precisar de uma elevada quantia para investimento inicial. A partir daí me animei e comecei a acompanhar os investimentos dele que logo passaram de fundo para carteira de ações, enquanto procurava material para ler sobre ações e outras possibilidades de investimentos.
Durante pouco mais de um ano li sobre investimentos de renda fixa como o tesouro direto, debêntures, fundos, CDBs, e renda variável me aprofundando principalmente na área das ações estudando análise técnica, fundamentalista, valuation (ainda que de maneira precária este último item), etc. Além disso, pedi para deixar uma pequena quantia de capital com o meu amigo e fui fazendo “experiências” testando como estava me saindo com meus estudos antes de efetivamente abrir uma conta em uma corretora.
Essas “experiências” foram muito importantes, para levar alguns tombos iniciais por tomar decisões baseadas em especulação de comentários em fóruns e blogs sobrepondo-se aos fundamentos ou análise técnica da empresa.
Em agosto de 2008 decidi tomar meu próprio caminho começando a investir em fundos de ações. Além da poupança e contratos de depósito a prazo, essa foi minha primeira experiência como investidor e acabou não durando muito. Depois de dois meses a incapacidade de optar pelos ativos nos quais você quer investir e o sentimento de ter adquirido conhecimento suficiente para montar minha carteira segundo minha própria análise fizeram com que aos poucos eu fosse sacando o dinheiro do fundo e passando para minha própria carteira criada em outubro de 2008.
Acabei me sentindo bem mais confortável investindo dessa maneira e mesmo apesar de ter sido prejudicado devido a inexperiência em escolher os pontos de entrada (como já relatei em alguns artigos anteriores, quando comecei defendia a análise fundamentalista e por isso, mesmo tendo um certo conhecimento de análise técnica, me baseava somente nisso), mas esse “timing” veio com o tempo.
Após estudar e passar a investir em produtos de uma maneira mais diversificada, passei a dar mais importância a um planejamento financeiro concreto e efetivo através de planilhas e orçamentos. Com isso passei a ter um controle maior sobre meus gastos fazendo o lançamento de todas as despesas (das mais caras até as que parecem insignificantes), mas ainda tenho grandes dificuldades em mensurar isso para previsões de planejamentos futuros, devido o fato de ainda ser estudante e minha renda e despesas mensais serem muito voláteis.
Já operando na bolsa de valores, não me contentei com o conhecimento que possuía e continuei estudando diversos investimentos e em janeiro passei a investir também em fundos imobiliários. Passei a tentar me aprofundar e praticar mais análise técnica para tentar utilizá-la em conjunto com a análise fundamentalista.
A um mês de completar 1 ano desde o início de minha carteira continuo a praticar análise técnica, agora dando um foco aos padrões de candles de modo a agregar esse conhecimento as metodologias de análise que eu já conheço e também pretendo adquirir material para um estudo aprofundado de técnicas de valuation. Também pretendo adicionar na minha carteira de investimentos até o fim do ano títulos do tesouro direto e um fundo de previdência privada.
Na área de finanças pessoais ainda busco experiência para ser capaz de fazer planejamentos a partir de previsões vislumbrando objetivos de longo e longuíssimo prazo. Esses estudos, confesso, estão parados por acomodação de estar focado nesse exato momento em objetivos de médio prazo, no entanto o ano esta caminhando rapidamente e até o fim do ano (época de vislumbrar e fazer planejamentos buscando mudanças para o próximo ano) esse estudo deve ser retomado.
Um resumo de muito mais…
De maneira resumida esse foi o inicio de minha trajetória de investidor que está apenas se iniciando. Durante esse breve período os grandes destaques como erros que serviram de lição foram o fato de não tomar mais decisões baseadas em especulação e não aventurar-se a investir em produtos que não me identifico.
Nos próximos artigos da série sempre pergunto aos entrevistados materiais de estudo que eles consideram interessantes aos leitores, mas no meu caso os materiais que me interesso são sempre publicados aqui no blog então vou dispensar essa parte.
O blogueiro do próximo artigo será o Carlos Rubinstein, autor do blog Stock Buster, até a próxima.